Atualidade

esta em: Inicio Atualidade 

ATUALIDADE

Mudança da tendência B2B/B2C para C2C

Há muitos anos que se fala do Business to Business e dol Business to Consumer como os dos grandes blocos de relação empresa-mercado. Desde que a Napster nasceu há muitos anos, estamos conscientes que não há outra forma: o Consumer to Consumer. Os livros sobre marketing destronaram as estratégias e tácticas de venda industrial (agora como somos mais modernos chamamos-lhe B2B) e da venda ao usuário final o B2C, inclusivé, já existem inúmeros artigos sobre o C2C (Consumer to Consumer). Este aumento de vendas entre consumidores finais cresceu graças ao uso da Internet e das novas tecnologias que conectam de forma simples a oferta e a procura ainda que as pessoas estejam a quilómetros de distância, podendo comprar produtos e reduzir a assimetria no mercado (e-bay, portais de intercâmbio de arquivos ou mercadolivre.com são exemplos disto).

 

Este artigo não tem interesse em desenvolver as ideias sobre o C2C mas sim falar de um fenómeno novo e mais poderoso, que é a intermediação de empresas para conseguir que o C2C siga em frente. O último exemplo de este tipo de empresas é a Uber, com a grande polémica europeia e quase mundial sobre se um condutor individual sem licença do Estado pode transportar outra pessoa recebendo por isso.

 

Não é só a Uber que está no sector do transporte, também há a blablacar, que prevê dividir as despesas realizadas numa determinada viagem feita em comum com vários usuários ultilizando apenas o carro de um deles, ou aplicações para praticar desporto entre pessoas que não se conhecem pessoalmente mas têm interesse em praticar esse desporto numa zona e dia concretos.

 

O Estado e alguns sectores vêem este tipo de empresas e ferramentas comunitárias como um risco ou concorrência (podemos dar o exemplo do comum taxista contra a Uber), não obstante, não podem colocar obstáculos… Porque dizemos isto? Porque o mundo evolui e a capacidade do consumidor para conseguir a melhor oferta e a melhor relação qualidade-preço é infinita, por isso é bom que se entenda que esta nova era vai continuar e vai crescer, está apenas a começar.

 

Obviamente que o Estado deve impôr mínimos de segurança e de proteção ao consumidor para que não haja fraudes, roubos ou que o consumidor seja descoberto por uma má prática de outro consumidor, mas deve permitir que o mercado faça o seu trabalho para que os mais competitivos e inovadores cresçam.

 

Os sectores afectados devem competir e adaptar-se, procurar valor acrescentado e centrar-se em determinados segmentos do mercado. O consumidor será quem decide que coisas são melhores que outras e irá rejeitando ofertas pouco interessantes ou abusivas. E para os empreendedores e empresas inovadoras abre-se uma fonte importante de negócio que fará mudar o mercado, uma vez que em muitos casos já não terá de vender o serviço ou produto a outra empresa ou ao consumidor final, mas sim ser capaz de posicionar-se para que o seu negócio seja conseguir a competitividade entre consumidores que representam a oferta e consumidores que representam a procura, dando valor e garantias.

 

O B2B e o B2C não “morreram”, vão continuar a ser a base do mercado, não obstante, se queremos inovar e crescer como empresa, devemos entender a nova era do C2C e intervir nela para conseguir quota de mercado.

 

Javier Fuentes Merino

CEO Grupo Venta Proactiva

Professor de Marketing